Eu não sei o que está acontecendo dentro mim. A fuga para o platonismo me chama e não hesito em ir.
Gostaria de poder fechar meus olhos e além de ver seu lindo sorriso e seus olhos de boneca, queria visualizar seus pensamentos, saber se de alguma forma eu estou lá, em algum canto, por mais escondido que seja.
O primeiro pensamento quando acordo, o último antes de adormecer; Os minutos perdidos (?) em suas fotos; Isso são sintomas de paixão?
Não sinto meu peito queimar quando penso em você, mas fiquei um pouco abobada na sua presença. Quando passo por lugares que talvez você possa estar meus olhos te caçam incessantemente e logo se decepcionam.
Ouço músicas românticas sem pensar em você diretamente.
Se isso for paixão é a forma mais calma e inusitada que já me ocorreu, logo comigo que tudo acontece muito rápido e louco, do mesmo jeito que começa acaba. E sempre deixa uma ferida aberta que custa a cicatrizar.
É legal pensar em você, é bom, é sereno. Mas talvez se você soubesse disso poderia transformar tudo em mais uma tortura e bom, a partir daí eu teria que bloquear minha mente para não pensar em você.
E quando penso em você eu não penso em mais ninguém é como se você tomasse conta de cada espaço do meu cérebro e fizesse deles sua propriedade.
Gostaria que você soubesse disso e que saísse do papel de subterfúgio e se transformasse na protagonista dos meus sentimentos.
Pensar em você abranda a dor que ainda sinto pesar em meu coração.
Mas se você soubesse dos pensamentos que tenho sobre você eu teria que arrumar outro subterfúgio? Outra forma de fugir de uma possível dor?
E cada vez que penso nisso me equiparo ao leão de O Mágico de Oz e é bem provável que ainda sem coragem ele seria menos covarde que eu.
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