E enfim eu senti... Senti tudo ao mesmo tempo e venho sentindo cada dia mais...
Chega a ser estranho, nunca saberei nomear esse sentimento. Quer dizer, ele tem nome, mas suas ramificações não.
Eu sei que é amor, aquilo tudo que eu senti, agora eu sei que era tudo aquilo mesmo.
Agora eu estou mais forte e conciente, se eu for pelas vontades do meu coração, vou me arrepender de cada ação que eu fizer. Não posso, não quero e não vou cometer o mesmo erro de novo. Seria como... Arrancar a casca de uma ferida e aperta-la com o dedo até gritar de dor.
E eu não quero isso. Quero sentimentos bons (não que esses não sejam, eles são bons, porque são grandes ensimamentos), mas eu quero me sentir feliz, boba, rir a toa...
E agora, nesse exato momento e por outros momentos que não sei quando terminarão eu sei que não vai acontecer.
Não sei se há reciprocidade em sentimentos, eu quero que tenha. Quero muito.
Mas antes eu quero sensatez. O que faltou muito no passado. Mas o passado já não importa mais, o que importa mesmo é o que vem pela frente. E o que está por vir eu não faço a minima ideia, mas imagino e me sinto bem, como a tanto tempo não me sinto.
Só sei que tento ao máximo não pensar em nada, por que não pensar em nada é uma brecha pra pensar em tudo isso.
A única coisa útil que tirei disso até agora foi saber que não há sofrimento, lágrima alguma, nem coração ardendo, nem noites de sono perdido... Há simplesmente sentimentos nomeados e sem-nomes misturados, mas tão misturados que eu não consigo destrinchar esse emaranhado. E talvez seja melhor deixar como está, talvez separados eles tragam os sentimentos que me fazem perder o sono, o coração arder, as lágrimas e o sofrimento...
E não! Não quero nada disso. Por que eu aprendi a ser forte e a viver um dia de cada vez.
Amanhã talvez eu não sinta mais nada, ou sinta ainda mais forte.
Só sei que agora quero dormir e é isso que vou fazer.
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